02 Oct. 2019, 16h14

Sandro Mabel eleva o tom na defesa dos incentivos fiscais e contra CPI

Presidente da Fieg abordou assunto ao receber deputados na Casa da Indústria e ao participar de audiência pública sobre incentivos fiscais do setor sucroalcooleiro

Na Casa da Indústria, Sandro Mabel e Lissauer Vieira debatem incentivos fiscais e CPI

 

Principal voz em defesa da concessão de incentivos fiscais ao setor produtivo goiano e de crítica ao que aponta como insegurança jurídica resultante de ações como a CPI instalada na Assembleia Legislativa, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, elevou o tom ao abordar o assunto em duas oportunidades nesta semana. 

Na primeira, segunda-feira (30/09), durante reunião da diretoria da federação, ao receber na Casa da Indústria o presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, para assinar convênio, quando chegou a falar em fazer greve de fome na porta do Legislativo para ser ouvido pela CPI dos incentivos fiscais, e na segunda, ao falar em audiência pública da própria Alego sobre incentivos fiscais do setor sucroenergético. 

Na presença também dos deputados estaduais Coronel Adailton, Jeferson Rodrigues e Wilde Cambão, o dirigente da Fieg elencou os impactos provocados a Goiás pela CPI dos Incentivos Fiscais e historiou o início da concessão na década de 80, com o programa Fomentar, que ele ajudou a viabilizar. “Me sinto envergonhado com essa situação. Estão matando os empresários em Goiás, jogando no lixo a imagem que demorou décadas para ser construída de competitividade nos negócios. Empresário não vai aonde não tem segurança jurídica. Meu coração sangra! Estão promovendo uma caça às bruxas no Estado, expulsando empresários para outros Estados com essa CPI”, disse, ao lembrar que tanto o polo farmoquímico quanto o automobilístico somente se desenvolveram no Estado por causa dos incentivos. 

Como alternativa para ampliar a arrecadação de impostos, como alega o governo do Estado, Sandro Mabel defendeu a industrialização de grãos, da cana, com agregação de valor à produção goiana. O presidente da Fieg ainda insistiu na necessidade de encerramento da CPI para consertar o “estrago feito”.

O presidente da Alego, Lissauer Vieira, concordou com Sandro Mabel quanto à questão da insegurança jurídica, disse que, se dependesse dele, a CPI já teria sido encerrada e prometeu ajudar a encontrar caminhos visando à negociação nesse sentido.

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