26 Dec. 2018, 10h00

Rumo a 2019

Em artigo publicado no jornal O Popular, o presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, fala sobre as expectativas do setor produtivo para o próximo ano

Chegamos ao fim de 2018 com a certeza de que superamos muitos desafios que influenciaram diretamente no discreto resultado da recuperação econômica do Brasil. Os números da economia foram fortemente impactados pela greve dos caminhoneiros e pelo tumultuado processo eleitoral e tudo indica que fecharemos o ano com modestos 1,34% de crescimento do PIB.

Entretanto, é grande o otimismo do setor produtivo para 2019. Recentes números apurados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) é o maior dos últimos oito anos, com 63,2 pontos – nove pontos acima da média histórica. O dado revela a melhora da percepção sobre as atuais condições de negócios e projeta as expectativas do empresariado para os próximos seis meses.

Na outra ponta, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) também é positivo, crescendo 2,7% na comparação com outubro, com 113,6 pontos – o maior valor desde 2014. Depreende-se uma maior disposição da população para comprar, o que interfere diretamente no aumento da demanda, da produção, do emprego e dos investimentos.

As expectativas são positivas, mas é fundamental frisar que a melhoria do ambiente de negócios está intimamente ligada à capacidade política do novo governo proceder às reformas cruciais à sustentabilidade fiscal das contas públicas. Nessa pauta, destacam-se a reforma da Previdência e um comprometido controle das despesas, além da simplificação do sistema tributário brasileiro. Feito isso, é possível retomarmos gradativamente a curva ascendente do crescimento, já com um incremento de 2,5% no PIB do próximo ano, conforme último Relatório Focus do Banco Central.

Regionalmente, os desafios do novo governo são semelhantes. É fundamental um esforço pelo ajuste fiscal, reduzindo o tamanho do Estado e equilibrando as contas para a retomada dos investimentos.

Outro ponto decisivo é o compromisso empenhado pelo governador eleito no processo de negociação da reinstituição dos incentivos fiscais. Passado o período acordado com o setor produtivo, é salutar a extinção dos encargos sobrepostos aos benefícios e o retorno às alíquotas contratadas junto à Goiasfomento e à Sefaz. Essa sinalização será determinante para que Goiás continue a atrair investimentos e mantenha um posicionamento competitivo perante os demais Estados.


Pedro Alves de Oliveira
Presidente da Fieg e do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás

1 comentários

  • Jaqueline Martins de Oliveira Santos  |  26/12/2018 13:37

    O Ano de 2019 vai ser um ano muito vitória e conquistas para todos.

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