21 Dec. 2018, 11h00

Retirar recursos do Sistema S é ir contra o Brasil que dá certo

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recebeu com grande preocupação a intenção do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, de retirar de 30 a 50% dos recursos do Sistema S. Nosso espanto é ainda maior diante do desconhecimento que Guedes demonstra ao falar do trabalho que é desenvolvido pelas instituições que compõem o Sistema S no Brasil, bem como a falta de visão diante da importância social, econômica e de fomento ao empreendedorismo que tais entidades representam em todas as regiões brasileiras.

Sobretudo, é fundamental frisar que os recursos compulsórios destinados ao Sistema S são de natureza privada, conforme entendimento já consolidado pelo Supremo Tribunal Federal, previstos na Constituição brasileira, e destinados prioritariamente à Educação, Cultura, Saúde e Segurança do Trabalho, no caso do Sesi, e à formação profissional, transferência de tecnologia e assessoria e assistência técnica às indústrias, no Senai. Tais receitas têm prestação de contas auditadas e fiscalizadas por organismos de controle interno e externo, pelo TCU e pelos Ministérios do Trabalho e da Educação, além de serem abertas diretamente a sociedade por meio do Portal da Transparência.

Somente em Goiás, o Sesi e o Senai beneficiam, anualmente, mais de 100 mil jovens e trabalhadores com cursos de curta, média e longa duração. Na educação básica, são 10 mil alunos matriculados, principalmente filhos de trabalhadores da indústria, além de formar cerca de 6 mil técnicos em ocupações diretamente ligadas à atividade industrial. Por meio do trabalho desenvolvido, impulsionamos o desenvolvimento e a competitividade do polo industrial estadual e fomentamos dignidade e cidadania nos locais onde nos instalamos.

Hoje, um corte de 30% nas receitas do Sesi e Senai em Goiás teria como consequência direta:

✔ O encerramento de 6 unidades das instituições;
✔ A eliminação de mais de 76 mil matrículas;
✔ A demissão de cerca de 800 funcionários;
✔ Não ter como aceitar mais de 40 mil participantes de ações educativas;
✔ Não prestar atendimento e procedimentos médico, ocupacional e odontológico, vacinação e exames complementares a mais de 100 mil pessoas;
✔ Além de reduzir drasticamente a formação e qualificação profissional necessária à indústria goiana e de impedir que os profissionais se preparem para a inevitável 4ª revolução industrial (indústria 4.0).

Diante desse quadro, vemos com apreensão as colocações do futuro ministro Paulo Guedes, sobretudo por entendermos que o corte pretendido reduz as oportunidades para uma significativa parcela da população, sobretudo das classes C e D, que já sofrem com uma enorme carência de serviços públicos básicos, como Educação, Saúde e Cultura.

Assim, conclamamos os alunos do Sesi e Senai, seus pais e familiares, os trabalhadores das indústrias, os mais de 2 mil colaboradores do Sistema Fieg e a sociedade goiana como um todo - beneficiários diretos e indiretos das ações desenvolvidas pelas instituições do Sistema S em nosso Estado - a REAGIR DIANTE DE TAL AMEAÇA, mobilizando-se inclusive nas redes sociais.

12 comentários

  • Deyne Virgínia Alves Barbosa  |  21/12/2018 14:35

    Sou a favor da permanência da família S que tanto contrai para o crescimento do nosso país,muitas coisas eles já fizeram e continuará fazendo para as empresas e fomentar nosso país.

  • Jaqueline Martins de Oliveira Santos  |  21/12/2018 17:48

    O sistema "S" já faz parte da história do nosso país. E deve ser mantido e preservado para q continue contribuindo para o desenvolvimento pleno e sustentável do nosso país. Formando e profissionalizando os trabalhadores.

  • Simone Vely  |  21/12/2018 22:08

    Um sistema perfeito e funcional que oferece educação de qualidade e ainda gera emprego para várias pessoas. #Eu não aceito!

  • Helena de Carvalho Rodrigues Santana  |  21/12/2018 22:12

    Infelizmente as coisas que ainda estão dando certo no nosso país, começam a ser atacadas de forma impensada e sem planejamento. Quando se fala em diminuir investimentos para o Sistema S, esquece-se de uma longa e positiva história de construção de cidadãos, tanto em idade escolar, na área do esporte, profissionais, entre outros. Quero aqui deixar registrado o meu descontentamento e minha tristeza em ver as autoridades do meu país agindo assim!!

  • Kléber Martins Borges  |  23/12/2018 22:47

    Sou aluno Sesi-Senai apoiei a política entt que irá assumir o governo no ano de 2019 Mais nao apoio essa essa iniciativa de forma alguma

  • Joseb  |  24/12/2018 00:53

    Se nada foi feito ainda, não há nada a que reagir. Parem com esse discurso de medo, o novo ministro da fazenda nem assumiu ainda.

  • Osires Felisbino  |  24/12/2018 11:10

    O sistema "S" (SENAI) foi um divisor de águas na minha vida profissional e pessoal, além de ter sido aluno em um curso profissionalizante no início da década 1980, fui colaborador desta instituição por vários anos, sei a importância desta instituição para o crescimento social e profissionalizante da população do país.

  • Jose Augusto Albuquerque  |  24/12/2018 14:27

    Meus caros, a instituição não se preparou para esse momento? Onde está a área de planejamento? Onde está a direção que não se preparou para isso? A realidade chegou para o sistema s, os dias de desperdício acabaram, os recursos e presentes para os sindicatos se foram, os cabides de empregos já eram, os altos salários de determinadas pessoas serão cortados na carne, carros e mordomias também. Acordar é preciso, o Brasil é Bolsonaro que agora vai varrer os hipocritas e suas teias de corrupção e regalias. Adios amigos.

  • Alvaro Sodré  |  24/12/2018 14:37

    Jose, concordo com vc, porém, quem sofrerá são as crianças e adolescentes que teriam perdidos seus sonhos, porque esses irresponsáveis da direção ficaram em em seus cargos ganhando seus pomposos salários sem trabalhar, afinal, se trabalhassem não estariam com esse medo todo, teriam solução para esse momento de corte, mas a realidade é que só se beneficiaram a vida toda e fingiram que trabalharam, então está desse jeito, só temos a lamentar que o despreparo desses Deuses e intocáveis ?gestores? venha a prejudicar os mais humildes. Pergunta se a neta ou neto desses diretores estudam nas escolas do SESI ou SENAI, claro que não! Afinal o dinheiro acumulado não permite, são da high society de Goiânia, esbanjam riquesa e poder, mais agora apertem os cintos, a turbulência vem vindo.

  • Thiago Ribeiro  |  02/01/2019 06:13

    ?A ocasião não faz o ladrão, este já nasce pronto?. Venha Bolsonaro e seu Ministro Paulo Guedes, a ?Lava Jato? chegou para o sistema s em Goiás, abracem-se e amarrem as fivelas, o chinela vai cantar, a farra de festinhas e coquetéis acabou, AESFIEG levando graninha pra casa também, turminha da diretoria vai acordar cedo com o japonês batendo ba porta, faquinha vai ter que entregar os amiguinhos, escritoras vão devolver graninha, fiscais fajutos e mãozinha quebrada também vai virar mulherzinha de verdade na cadeia, isso ele vai gostar, kkkkk, a coisa vai ficar preta do jeito que o pessoal racista dai não gosta. Chegou a hora! Vamos assistir na área VIP!

  • Suely  |  03/01/2019 14:33

    O pior de tudo realmente é o desconhecimento do ministro sobre o funcionamento do Sistema S. Chega a ser absurdo.

  • Patricia Boaventura Sousa  |  07/01/2019 13:41

    Tem gente que fala em falta de informação e vem julgar Ministro sem saber de nada que está sendo proposto. Abra os olhos e a mente: "O custo da folha de salários hoje é onerado em 20 por cento, contribuição patronal ao INSS, mais 6,5 por cento, aproximadamente, do Sistema S. E é esse estudo que está sendo objeto de uma avaliação muito precisa, porque o principal objetivo é gerar emprego. Fazer com que a folha de salários seja menos onerada". É isso que está em jogo ignorantes, sem falar que os relatos aí em cima São verdadeiros, a muita suntuosidade nos salários, sedes, cabides de empregos e regalias aos compadres, até ontem um certo ex-governador carcereiro esteve aí sendo endeusado e defendido, fazendo política barata nesse que deveria ser o lugar de bem aplicar recursos suados dos trabalhadores. A mudança chegou e o melhor é que foi com o voto de todos os insatisfeitos que hoje reclamam quando corta na própria carne, afinal dar o exemplo ninguém quer não é mesmo?

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