02 May. 2018, 08h00

Qualificação e emprego

Confira o artigo 'Qualificação e emprego', do presidente Pedro Alves, em comemoração ao Dia do Trabalhador. Texto alerta para os números da pesquisa Pnad que revelam o alto porcentual de jovens que não conseguem entrar no mercado de trabalho, devido à baixa qualificação.

Em 2018, o Dia do Trabalhador (1º de maio) é comemorado diante de um novo cenário trazido pela modernização trabalhista. Nas últimas décadas, vivenciamos profundas mudanças nas relações de trabalho e, mais recentemente, acompanhamos com preocupação os efeitos da grave crise que assolou a economia, extinguindo milhões de empregos em todo o País.

Confiamos ter passado por um importante divisor de águas no ano passado, o que se refletiu diretamente nas estatísticas que mostram recuperação – embora tímida – do setor produtivo. Entretanto, é urgente avançar, retomar o caminho do crescimento sustentado, com equilíbrio fiscal, incentivo ao investimento e geração de empregos.

Ao projetar o Brasil que queremos para as futuras gerações, causa preocupação o alto porcentual de jovens que não conseguem entrar no mercado de trabalho, principalmente devido à baixa qualificação.

No ano passado, dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) revelaram que, no quarto trimestre, 39,7% dos jovens de 14 a 17 anos e 25,9% na faixa etária de 18 a 24 estavam desempregados. A taxa de desocupação dispara quanto menor a escolaridade: enquanto o desemprego entre os jovens com ensino superior completo está na casa dos 6,2%, a média cresce para 20,4% entre os que não completaram o ensino médio.

Por meio do trabalho que desenvolvemos no Sistema Indústria, via Sesi, Senai e IEL, percebemos que a mudança que tanto buscamos para o futuro do Brasil passa necessariamente pela educação, por um ensino de qualidade.

Egressos dos cursos de aprendizagem (14 a 24 anos) e do Ebep – o ensino médio do Sesi articulado com a educação profissional do Senai – têm empregabilidade superior a 75%. Acima dessa média, a gigante polonesa Can-Pack, fabricante de embalagens de alumínio recém-instalada em Itumbiara, tem 90% de seu quadro de pessoal formado por ex-alunos do Senai. Já a pesquisa Ibope/CNI mostra que 82% dos profissionais com certificado de qualificação têm salários maiores. 

O mercado de trabalho está ansioso pela entrada desses jovens, que trazem soluções e um novo olhar para a relação capital e trabalho, substituindo o antagonismo do passado pela parceria de agora em diante. O trabalhador-empregado e o trabalhador-empresário têm a mesma importância no contexto socioeconômico de um país moderno.

Feliz dia aos trabalhadores goianos!


Pedro Alves de Oliveira
Presidente do Sistema Fieg e do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás

1 comentários

  • Pedro Luiz Alves de Castro  |  09/05/2018 10:09

    Prezado Presidente do Sistema Fieg do querido e promissor estado de Goiás, Sr. Pedro Alves de Oliveira, a sua visão, constatação e exploração do tema relacionado a educação, é sem dúvida alguma o maior problema do nosso país e infelizmente os últimos ministros da educação que estiveram a frente da pasta, não deram o devido valor a este tema e tão pouco se aprofundaram no assunto, deixando milhões de jovens optarem pelo mundo das drogas e da violência, por falta de um currículum educacional que os enviassem ao mundo corporativo empresarial.

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