09 Aug. 2019, 10h26

Produção industrial goiana pouco avança em junho/2019

Para a Fieg, dados divulgados pelo IBGE confirmam dificuldade para recuperação da economia, fortemente impactada pela baixa demanda interna e a alta taxa de desemprego

Dados divulgados pela PIM-PF - Pesquisa Industrial Mensal/Produção Física - do IBGE, mostram que a atividade industrial em Goiás apresentou pouca variação em junho, crescendo apenas 0,1% na comparação com o mês anterior. Mesmo assim, os números regionais se mantiveram melhores que os nacionais, cuja queda foi de 0,6% no sexto mês do ano.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), os dados confirmam a lenta recuperação da atividade econômica. "O comércio segue enfraquecido e a demanda doméstica fragilizada diante dos altos números do desemprego", analisa o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

A indústria goiana retraiu 2,2%, quando comparada com junho/2018, fortemente impactada pela fabricação de veículos (-25,7%) e fabricação de produtos alimentícios (-1,7%), que produziu menos milho, carnes de bovinos e açúcar.

No primeiro semestre do ano, a atividade industrial se manteve positiva em Goiás, com variação de 2,1%, porém com menos ímpeto do que o esperado. Boa parte desse resultado positivo deveu-se à variação de maio, que foi bastante elevada devido à base de comparação ruim do ano anterior, período impactado pela paralisação dos caminhoneiros.

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial segue negativa (-2,4%), com forte impacto do comportamento da indústria de automóveis e fabricação de biocombustíveis. Nessa base de comparação, os resultados de Goiás são piores que os nacionais.

De acordo com Sandro Mabel, é possível vislumbrar uma sutil melhora nos números para o próximo semestre, refletindo as medidas recentemente tomadas por parte do governo federal, a exemplo da retomada do ciclo de queda na taxa básica de juros (Selic) e a aprovação da Reforma da Previdência.

Para ele, tais medidas podem melhorar a credibilidade no país, uma vez que reduz a percepção de risco em relação às contas públicas, além de abrir caminho para que os juros caiam ainda mais nos próximos meses.

“O governo federal tem feito a sua parte, agora esperamos que o Estado também adote medidas que fortaleçam a economia, com segurança jurídica às empresas, investimentos em infraestrutura e atrativos a novas indústrias”, afirma o presidente da Fieg.

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