03 Oct. 2019, 12h39

Fieg articula qualificação de fornecedores com foco no mercado de defesa e segurança

Objetivo é preparar os industriais goianos para atender à demanda por produtos e serviços das unidades das Forças Armadas em Goiás. Atualmente, compras governamentais para o setor movimentam cerca de R$ 7 bilhões ao ano

Ampliar as possibilidades de negócios e qualificar os empresários goianos para o promissor mercado de defesa e segurança. A meta mobiliza a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que reuniu quinta-feira (3/10) profissionais da área técnica e representantes do IEL, Sesi e Senai e do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança de Goiás (Comdefesa-GO) para criação de projeto-piloto com foco na participação das indústrias goianas nas licitações do Ministério da Defesa. Inicialmente, o objetivo é atuar com foco no fornecimento de produtos e serviços para as unidades das Forças Armadas localizadas em Goiás.

De acordo com o coordenador e membro executivo do Comdefesa-GO, Baltazar Santos, o Estado conta com projetos estratégicos das Forças Armadas, que vão atrair expressivo volume de investimentos e contingente militar nos próximos anos. "Falamos de um mercado de R$ 7 bilhões ao ano. Somente em Anápolis, temos na Base Aérea 1.600 homens, número que deve saltar para 4 mil com os programas KC 390 e Gripen. Além do consumo da Ala 2, são famílias inteiras que vão demandar produtos e serviços das empresas locais", observou.

É de olho nessa janela de oportunidade que a Fieg vai atuar na qualificação das indústrias goianas. Para tanto, será realizado um amplo levantamento do que é consumido pelas unidades das Forças Armadas instaladas em Goiás. Atualmente, além da Base Aérea de Anápolis, o Estado também é sede do Programa Estratégico do Exército Brasileiro Astros 2020, no Forte Santa Bárbara, em Formosa. Somam-se, ainda, o Comando de Operações Especiais (Copesp), localizado em Goiânia, e as unidades de Brigada de Infantaria Motorizada, em Cristalina e Jataí.

Segundo o superintendente da Fieg, João Carlos Gouveia, o objetivo é levantar o volume de compras das unidades das Forças Armadas em Goiás e qualificar o empresariado local para atender esse mercado. Nesse sentido, a Federação vai atuar com equipe multisetorial, que inclui a Coordenação Técnica (Cotec), com a análise documental e das licitações; o IEL, com o programa de qualificação de fornecedores; o Sesi e o Senai, com treinamento de mão de obra; e a área sindical, com mobilização da base associada dos sindicatos habilitados a fornecer produtos e serviços.

"Nossa meta é operacionalizar a participação das indústrias goianas nesse mercado. Vamos atuar de forma prática, para que os empresários possam se habilitar, no curto prazo, a fazer negócios com o Ministério da Defesa. A Fieg se propõe a capacitar e dar a consultoria necessária para que as pequenas e médias empresas possam também se beneficiar desse mercado que já movimenta milhões em Goiás, fortalecendo a indústria local, atraindo novos investimentos e gerando mais negócios e empregos no Estado", explicou Gouveia.

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