02 Oct. 2019, 11h03

Faturamento e horas trabalhadas na indústria crescem 0,6%

Indicadores Industriais mostram que, mesmo com desempenho positivo, a atividade no setor continua fraca. Emprego ficou estável e massa real de salários e rendimento médio do trabalhador diminuíram em agosto

A atividade da indústria brasileira melhorou em agosto. O faturamento do setor aumentou 0,6% em relação a julho na série livre de influências sazonais. Foi o terceiro aumento consecutivo do índice. As horas trabalhadas na produção também cresceram 0,6% em agosto frente a julho na série de dados dessazonalizados. A utilização da capacidade instalada cresceu 0,1 ponto percentual e alcançou 78,1%, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta terça-feira, 1º de outubro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo com o desempenho positivo de agosto, os índices de atividade estão próximos aos de 2018, ano que foi fraco para a indústria, observa a CNI. “Os índices de faturamento, horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada seguem inferiores aos registrados em agosto do ano passado”, afirma a pesquisa. Na comparação com agosto do ano passado, o faturamento teve queda de 5,7%, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,3%. A utilização da capacidade instalada ficou 0,2 ponto percentual menor do que a do mesmo mês do ano passado.

Os indicadores de mercado de trabalho também são negativos. Em agosto, o emprego aumentou apenas 0,1%, a massa real de salários diminuiu 0,7% e o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 0,4% na comparação com julho, considerando as séries com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, o emprego teve queda de 0,2%, a massa real de salários encolheu 1,2% e o rendimento médio do trabalhador caiu 0,9%.

“A expectativa é que o ritmo atual de recuperação se mantenha nos próximos meses. Não há, contudo, perspectiva de aceleração desse movimento, de forma que o resultado da indústria para 2019 dificilmente irá se descolar muito do de 2018. A indústria ainda tem estoques em excesso e não há expectativa que a demanda se acelere muito até o fim do ano, limitando o ritmo de atividade do setor”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. (Agência CNI de Notícias)

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