30 Jan. 2019, 17h30

Enel Goiás muda regras para fornecimento de materiais e preocupa indústrias

Mudanças impactam principalmente fabricantes de transformadores e construtoras que precisam da aprovação de projetos junto à distribuidora

A Enel Goiás divulgou, na última terça-feira (29), os novos procedimentos adotados pela companhia para obras com fornecimento de materiais por terceiros. A reunião contou com a presença de empresários do setor de materiais elétricos e construção civil e lotou o auditório da sede da empresa, no Jardim Goiás. As mudanças implicam em novas rotinas para cadastramento de produtos homologados pela Enel, bem como o registro de todos os funcionários e prestadores de serviços envolvidos na construção da rede que será interligada à distribuidora.

Segundo o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Coinfra-Fieg), Célio Eustáquio de Moura, as mudanças causam grande impacto, sobretudo com o descredenciamento do Laboratório de Metrologia em Equipamentos de Conversão de Energia (Labmetro), da Universidade Federal de Goiás (UFG). Desde 1º de janeiro, a unidade foi descredenciada pela Enel para fazer as laudagens (parecer técnico) dos transformadores produzidos em Goiás. Com isso, a produção está paralisada, devido ao alto custo da operação para os ensaios e testes nos equipamentos em outro Estado.

"A mudança cria ônus elevado, causando significativa perda de competitividade das indústrias de transformadores instaladas em Goiás. Tem de haver uma solução. O Estado não pode ser prejudicado dessa forma", ressaltou Moura. O representante da Fieg frisou que não foi informado o motivo do descredenciamento do Labmetro pela Enel e que a distribuidora de energia possui recursos para investimentos em inovação, que podem ser utilizados para a adequação do laboratório à nova normativa adotada pela empresa. 

Os empresários presentes na reunião foram unânimes em defender maior prazo para adequação aos novos procedimentos adotados pela Enel, dentre eles os que exigem a certificação da mão de obra em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Secretaria de Educação do Estado. Segundo Moura, a Fieg busca junto à Enel Nacional a análise e o acolhimento das sugestões apresentadas pelos empresários, sobretudo para garantir uma exequibilidade da nova normativa.

"Esperamos que o impasse seja resolvido. Buscamos intermediar uma melhor relação entre a Enel e a sociedade local. Queremos que a Enel seja facilitadora e incentivamos a adequação dos empresários aos novos parâmetros. No entanto, é preciso um consenso quanto aos prazos estabelecidos", concluiu.

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