24 Apr. 2019, 13h12

Aliança pela inovação avança em Goiás

Representantes do setor produtivo, da academia, do setor público e de entidades que discutem o fomento à inovação reúnem-se na Fieg para discutir plano de ação da proposta. Objetivo é consolidar Goiás como polo líder na região Centro-Oeste

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recebeu, na manhã desta quarta-feira (24), representantes de 23 instituições que discutem tecnologia e inovação em Goiás. A reunião, conduzida pelo Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI), apresentou plano com ações concretas para tirar do papel as propostas do documento Aliança pela Inovação, assinado pelas entidades que compõem o fórum de discussão na Fieg.

Estruturado em quatro pilares, o planejamento contempla uma transdisciplinaridade entre todos os atores envolvidos, com ações concretas na identificação dos desafios, proposição de soluções, desburocratização e divulgação. Para tanto, haverá um esforço na construção de um ecossistema colaborativo, integrando o trabalho que é desenvolvido pelas diversas instituições: executoras, facilitadoras, demandadoras e legisladoras.

Segundo o presidente do CDTI/Fieg, Heribaldo Egídio, o principal desafio é criar um ambiente que promova a aproximação das empresas com as startups. "Já percebemos o sucesso dessa integração com o agronegócio e precisamos ampliar também para os outros setores", afirmou. Para Egídio, Goiás tem potencial para ser líder em tecnologia e inovação no Centro-Oeste. "A Aliança tem esse propósito. Precisamos trabalhar nessa implantação para avançar e se consolidar na liderança antes de Brasília", observou.

No encontro, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Domingos Vieira, apresentou informações sobre a reestruturação do trabalho da instituição. Segundo Vieira, o planejamento estratégico da Fapeg está focado na aproximação da academia com a indústria, sobretudo nos setores de mineração, moda e industrialização de commodities - que vem ao encontro dos eixos prioritários defendidos pela Fieg no quadriênio 2019-2022. 

"Queremos criar um funil de oportunidades, com o máximo de transparência, e descentralizar nossos recursos para também estimular a inovação nos municípios do interior", disse o presidente da Fapeg. Nessa estratégia, Vieira ressalta que é fundamental apoiar projetos com pesquisa aplicada, autossustentáveis e cooperativos, com uso compartilhado das ferramentas. "Esse modelo vai gerar um impacto positivo em todo o Estado", concluiu.

O coordenador técnico da Fieg, Nelson Anibal, acompanhou a reunião de alinhamento e reforçou a importância de mostrar para as empresas o que a academia tem de melhor, ofertando pesquisas que tragam soluções para problemas enfrentados pelo setor produtivo e antecipando-se às demandas, com recursos que melhorem a produtividade, reduzam desperdícios e facilitem o processo de produção.

CONSTRUÇÃO CIVIL
Como parte das discussões da Aliança pela Inovação, o presidente da Câmara da Indústria da Construção (CIC/Fieg), Sarkis Nabi Curi, apresentou projeto desenvolvido pela instituição para criação de um hub de inovação com foco no desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a construção civil. O objetivo é agregar soluções para a base produtiva, principalmente nas indústrias de artefato de concreto, móveis, areia e siderurgia.

"Queremos dar um salto na produtividade, qualidade, eficiência e eficácia neste momento de retomada do crescimento. Nossa proposta é identificar a capacidade criativa da academia na elaboração de soluções e interligá-las às indústrias para que possam gerar resultados efetivos no sistema construtivo", afirmou Curi.

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